Pior que uma má ideia é a sua imitação.
[reacção a um carro tunning]

...pública, a Coisa pública.

Hoje em dia (e talvez não só) anda muita gente por aí preocupada com a Coisa pública (poderia agora, facilmente, cair na brejeirice de afirmar que anda nas bocas do povo, ou no trocadilho fácil da Coisa pública pela Coisa púbica, mas se era isso que esperavam, não contem comigo... Não senhor!).
Há quem dela fale como se fosse sua, arrogando-se o direito a decidir o que lhe fazer... Esquecendo, porventura, que é pública.
Vemos, frequentemente, quem se monte em cima dela, qual cowboy (desculpem mas não consigo escrever "cobói", blargh!) num rodeo, tentando domar o seu poder, para depois poder dizer aos netinhos "xabem, quando era novo, o avôjinho aguentouxe durante xinco xegundos em xima do Inxtituto Geral de Qualquer-Coija".
Há muito quem a queira levar para casa, em pequenas porções diárias do tipo "dose diária recomendada", ou para o estrangeiro, em bonitos embrulhos azuis.
Bem menos, há quem a privatize em grandes operações legais...
Se existe algo de comum em todos estes exemplos, é que todos a despem da sua essência: A Coisa pública não é privada.
(1-0, ganha Msr de La Palice)

... e ao sétimo dia descansou.

Qualquer Coisa que se preze começa com uma inauguração.

Nas inaugurações das coisas há sempre um Exmo. Sr. Qualquer-Coisa que anda práli todo pipi, de fatinho, com uma talocha na mão, a fazer de contas que coloca o primeiro bloco. Isto sempre seguido (ou precedido) de um discurso sobre a Essência da Coisa.

Bom, aqui não há Exmo. Sr.!
... mas podemos considerar isto o início da obra.
Quando à Essência da Coisa... temos muito tempo para isso.
Hoje ficamos por aqui...
Afinal, amanhã é Sabbath!